Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

O Ramadão em Marrocos🌙🕌

Mäyjo, 11.05.20

Este ano o Ramadão decorre entre a tarde de 23 de abril e a tarde de 23 de maio, no mundo islâmico.

O Ramadão é o nono mês do calendário islâmico, onde os muçulmanos praticam um ritual de jejum – todos os dias desse mês abstém-se de comer, beber, fumar ou ter relações sexuais desde que o sol nasce até que o sol se põe. A data de celebração varia todos os anos, mas tem sempre a duração de 29 ou 30 dias.

Simbolicamente, é o mês em que os muçulmanos acreditam que as escritas do Corão foram reveladas, por fases, a Maomé, o último profeta do Islão. É por isso uma celebração do próprio livro sagrado do Islão, que guia os crentes na forma de viver.

O jejum obrigatório aparece assim como uma forma de disciplina espiritual e de autocontrolo profundo e é o aspeto, deste período, que as pessoas não muçulmanas mais reconhecem.

Porém há refeições durante o ramadão. Antes e depois do jejum diário há espaço para duas refeições próprias, muito valorizadas por serem tomadas em família.

🌒 O Sahoor, uma refeição leve, geralmente consumida cerca de meia hora a uma hora antes do amanhecer. Basicamente uma refeição idêntica ao pequeno-almoço, que antecipa o jejum que está para vir. Em Marrocos 🇲🇦habitualmente consiste em água, ou leite, e é tomada imediatamente após o azan 🔊 começar a soar.  

🌒 o Iftar ocorre no fim de cada dia, ainda antes da oração da noite, e é o momento em amigos e familiares se reúnem para comemorar o intervalo do jejum e celebrar a fé. Depois do iftar é comum sair com a família para visitar outras famílias, que se reúnem para a oração.

Em Marrocos 🇲🇦, após a oração, geralmente tomam sopa (harira) e comem shebbakia – bolinhos doces, com sementes de sésamo, fritos em óleo e sfouf  - um bolo feito com açafrão e que é cortado em cubos.

Ramadan.jpg

 

UMA INTERLIGAÇÃO ELÉTRICA SUBMARINA QUE LIGA PORTUGAL E MARROCOS ESTÁ A SER ESTUDADA

Mäyjo, 25.01.17
energia

Uma interligação elétrica submarina que ligaria Portugal e Marrocos é a proposta em cima da mesa para unir os dois continentes, avançou hoje Jorge Seguro Sanches, secretário de Estado da Energia, no âmbito da Cimeira do Clima (COP22) a acontecer em Marraquexe.

 

Ainda em fase de estudo, o projecto teria o potencial para ser um importante elo de ligação na produção de energias renováveis entre a Europa e África. “Estamos a trabalhar com Marrocos numa ligação elétrica entre os dois continentes. É dessa forma que o mundo tem de olhar na sua relação complementar, onde podemos produzir e consumir energia “, argumentou Jorge Seguro Sanches.

Com planos para avançar com o concurso em 2017, o projecto ligaria Portugal com a sua produção de energia a partir de fontes hídricas e eólicas, e Marrocos, casa da maior central solar do mundo.

Para o secretário de Estado o futuro passa pela “gestão da eletricidade e com a capacidade de interligações”, sendo para isso necessárias redes eficazes e eficientes. A interligação entre os dois continentes seria feita através de um cabo submarino de 01 Gigawatt.

Para já o projecto está em fase de estudo, não havendo ainda uma previsão dos custos. Como termo de comparação, está a ser usado uma ligação desenvolvido pela Holanda e Reino Unido, com um cabo submarino de 220 quilómetros, teve um custo de cerca de 400 milhões de euros. E é perto desse valor que o secretário de Estado da Energia acredita que será o custo desta iniciativa inovadora entre Portugal e Marrocos.

Neste momento, Portugal tem 60 por cento de energias renováveis em capacidade instalada. Segundo as metas estabelecidas para o nosso país no âmbito do Portugal 2020, o nosso país deverá alcançar 20% de quota de energia proveniente de fontes renováveis no consumo final bruto.

Foto: via Creative Commons 

 

NO SUDOESTE DE MARROCOS, A ÁGUA VEM DO NEVOEIRO

Mäyjo, 26.07.15

marrocos_SAPO

A tecnologia verde que permite transformar o nevoeiro em água fresca que sai directamente nas torneiras veio pôr um fim às caminhadas das mulheres de várias aldeias do sudoeste de Marrocos, que todos os dias percorriam vários quilómetros para ir buscar água a poços.

Recentemente, várias famílias de cinco comunidades de berberes do sudoeste marroquino começaram a beneficiar da “colheita de nevoeiro”, uma técnica que foi desenvolvida no Chile há cerca de 20 anos e que desde então tem sido aplicada a países como o Peru, Namíbia, África do Sul e agora Marrocos.

No cume de uma montanha chamada Boutmezguida, que se ergue sobre várias aldeias a 1.225 metros de altitude, foram instalados 40 painéis feitos de espessa malha que consegue capturar a água do nevoeiro e encaminhá-la para uma rede de tubos, que depois distribui a água pelas várias aldeias. Para os habitantes da região semiárida das montanhas Anti-Atlas é uma “revolução” ter água a sair da torneira nas suas casas. E tudo graças a esta tecnologia verde que aproveita a água presente no nevoeiro.

Os painéis colectores foram instalados pela Dar Si Hmad para o Desenvolvimento, Educação e Cultura, uma associação regional marroquina. Aissa Derhem, presidente da associação, ouviu falar destes painéis há 20 anos, quando ainda davam os primeiros passos. Anos depois, quando regressou à localidade de Sidi Ifni, nas montanhas Anti-Atlas, Derhem – que aí nasceu – apercebeu-se que o clima local era semelhante aos dos Andes da América do Sul.

Unindo esforços com a Fog Quest, uma organização de caridade canadiana, Derhem conseguiu trazer o sistema de filtragem do nevoeiro para a região de Sidi Ifni. A 22 de Março de 2015, Dia Mundial da Água e dez anos de pois de Derhem ter dado início ao projecto, as válvulas do sistema de tubagem que distribui a água pelos aldeões foram finalmente abertas e água jorrou das torneiras dos habitantes de Sidi Ifni.

Desde então, “92 lares, o que equivale a quase 400 pessoas” têm beneficiado da água que é filtrada do nevoeiro pelos painéis, indica Derhem ao Phys.org. “Marrocos tem muito nevoeiro devido a três fenómenos: a presença de um anticiclone provindo dos Açores, uma corrente de ar frio e uma cadeia montanhosa que funciona como obstáculo”, explica o presidente da associação Dar Si Hmad. As malhas que retêm a água são uma “mera imitação da natureza”, acrescenta, exemplificando como as teias das aranhas conseguem fazer o mesmo.

O objectivo passa agora por alargar o projecto e instalar mais painéis coletores de água em outras aldeias da região sudoeste e a longo-prazo no país inteiro.

UNIVERSIDADE MARROQUINA VAI CONSUMIR URINA RECICLADA E TRANSFORMADA EM ÁGUA POTÁVEL

Mäyjo, 04.07.15

Universidade marroquina vai consumir urina reciclada e transformada em água potável

Uma parceria entre a Universidade de Kenitra, em Marrocos, a UNESCO e a Agência Espacial Europeia (ESA) está a implementar uma tecnologia que recicla urina e águas residuais em água potável, estando já disponível para 1.200 estudantes universitários.

A tecnologia, vista com bastante polémica, foi desenvolvida pela ESA e recorre ainda a energia solar e eólica, responsáveis pelo controlo do processo de limpeza da água em circuito fechado. “As membranas orgânicas e cerâmicas têm furos de apenas um décimo de milésimo de um milímetro de diâmetro, sendo 700 vezes mais finos que um fio de cabelo humano”, explica o Phys.org.

O sistema foi desenvolvido para ser utilizado no espaço, uma vez que os astronautas não podem ser sobrecarregados com excesso de resíduos. Assim, a ESA desenvolveu uma técnicas para estes reciclarem a própria urina,. A agência está ainda a trabalhar em algumas melhorias, para combinar outros elementos – bactérias, algas, filtros e alta tecnologia – com as águas residuais, fornecendo oxigénio, água e alimentos.

Uma solução para o futuro?

Segundo o Green Prophet, as águas subterrâneas de Sidi Taïbi, uma pequena cidade a cerca de meia hora de carro de Rabat, tornaram-se contaminadas ao longo dos anos, particularmente com nitratos e fertilizantes, que tornam a água imprópria para consumo humano. Daí que esta solução tenham sido pensada – e depois operacionalizada – para resolver alguns destes problemas.

Esta inovação torna-se especialmente bem-vinda porque, em alguns países do Norte de África e Médio Oriente, a reciclagem de águas residuais não é vista com bons olhos, devido a questões religiosas. Daí que este projecto assuma uma ainda maior importância.

Até agora, esta tecnologia não foi usada por mais de 16 pessoas, uma vez que um sistema idêntico foi colocado na Concordia Research Base, na Antárctida, em 2005. Ainda assim, o sistema não tem tido problemas e quase não precisou de manutenção.

Mas o caso marroquino é todo um novo desafio para a ESA, uma vez que os destinatários são 1.200 estudantes.

Visto de cima: plantas das cidades

Mäyjo, 28.06.15

Bairro da Medina

Marrakesh, Morocco.jpg

Marraquexe, Marrocos

31,633080724 °, ° -7,986173343

 

O bairro da Medina de Marraquexe, Marrocos, é caracterizado por suas ruas sinuosas e labirínticas.

Como um favo de mel, os becos estreitos estão intrinsecamente ligados.

Com menos de um metro de largura, em certos pontos, nesta área normalmente não há tráfego automóvel.